Durante audiência no STF, pesquisadora Débora Diniz lembra o caso de Ingriane Barbosa

Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) que debateu a possibilidade da descriminalização do aborto até a décima segunda semana de gestação, a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, lembrou a história de Ingriane Barbosa, mãe de três filhos, que morreu no dia 16 de maio, depois de complicações em um procedimento de aborto realizado em sua casa, em Petrópolis. Um talo de mamona foi expelido de seu útero.

“É a criminalização do aborto que matou Ingriane e deixou seus filhos órfãos… Eu faço questão de pedir que lembrem, para aqueles que nunca viram o racismo como parte da criminalização do aborto, que nunca viram o racismo como causa de morbidade materna, que guardem a foto de Ingriane, recolham um talo de mamona e faça um porta-retrato na sua casa, porque a partir daí nunca mais vão esquecer, como eu não consigo esquecer, a foto de Ingriane”, disse Débora.

A audiência pública sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 aconteceu nos dias 3 e 6 de agosto. No total, 50 expositores (entre membros da comunidade científica, grupos religiosos, políticos, entidades governamentais e organizações internacionais) falaram por que os pedidos da ação proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) deveriam ser recebidos ou não.

 

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