O fim da lava-jato

Querer mandar um senhor de 73 anos de idade para um presídio comum, depois de mais de um ano de uma prisão (de qualquer ângulo que se olhe) injusta, ultrapassou todos os limites.

Por Gustavo Roberto Costa, no GGN.

Foi uma tentativa de demonstração de força.

Foi a atitude mais cruel, mais abjeta, mais vil, mais repugnante e mais nojenta vinda da já melancólica “força-tarefa”.

E olha que a lista não é pequena.

Querer mandar um senhor de 73 anos de idade para um presídio comum, depois de mais de um ano de uma prisão (de qualquer ângulo que se olhe) injusta, ultrapassou todos os limites.

Rodrigo Maia percebeu, deputados fiadores do golpe de estado perceberam, 10 ministros do Supremo perceberam (inclusive os vergonhosamente lava-jatistas).

A lava-jato não tem escrúpulos.

Faz o que for preciso para manter seu projeto de poder. Para emparedar a tudo e a todos.

A hora de enterrar essa aberração jurídica já passou faz tempo.

Ou as instituições se unem para isso, ou serão engolidas.

A vergonha ficou com o governador de São Paulo (como se já não tivesse passado vergonha demais).

Muitos estragos já foram feitos, muitas reputações já foram destruídas e muito sofrimento já foi causado – tudo à custa do estado de direito.

As revelações do Glenn foram o começo. Agora mais essa estupenda demonstração de desumanidade acelera a morte da lava-jato (e de qualquer coisa parecida).

Lutar para acabar com esse projeto, além de sobrevivência, é questão de caráter.

Gustavo Roberto Costa – Promotor de Justiça. Membro fundador do Coletivo Transforma MP e de ABJD – Associação Brasileira de Juristas de Juristas pela Democracia

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