Plataformas digitais de trabalho e a luta de classes

Coletivo Transforma MP e GGN realizam live para debater as consequências da precarização do trabalho dos entregadores via aplicativos.

Por Marina Azambuja

Diferente de vários países, como França, Espanha e Itália, o Brasil ainda não avançou na garantia de direitos trabalhistas aos trabalhadores que laboram por meio de plataformas digitais.

Por esse motivo, o Coletivo Transforma MP e o Jornal GGN estão promovendo o debate “Plataformas digitais de trabalho e a luta de classes”. O propósito do diálogo é lançar luz sobre a exploração da classe-que-vive-do-trabalho e sobre as consequências que esses abusos trazem para toda a sociedade.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Grupo Trabalho Digital, integrante da rede REMIR Trabalho, formado por pesquisadores de diversas universidades do país, houve, por exemplo, aumento da precarização do serviço de entrega por aplicativo durante a pandemia da COVID-19. Um dos dados relevantes apontado pela pesquisa é que a demanda dos serviços por aplicativos aumentou, mas a remuneração desses trabalhadores diminuiu.

Portanto, o segmento de delivery “por aplicativo” teve grande ganho financeiro com a pandemia, mostrando que o bolo cresceu nas mãos das empresas, mas que nenhuma fatia a mais foi repassada para os entregadores

Essa nova forma de organização do trabalho visa – como todas as ideias forjadas no neoliberalismo – romper todos os entraves impostos à livre exploração – com o fim de realizar a concorrência de todos os trabalhadores contra todos, incutindo em suas cabeças um “empreendedorismo” e uma “autonomia” que só existem no discurso.

Para debater o tema, o Coletivo Transforma MP, por meio da integrante e procuradora do Trabalho, Vanessa Patriota, e o jornalista Luis Nassif convidam o entregador antifascista Paulo Galo, o sociólogo da UNICAMP Ricardo Antunes e a historiadora da Universidade Federal Fluminense Virgínia Fontes.

O debate acontecerá na próxima quarta-feira, 25, às 17h e será transmitido no canal do GGN no Youtube.

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