Tag : Mulheres

Pior cego(a) é o que não quer ver?

Por Daniela Campos de Abreu Serra, no GGN.

Semana passada fui surpreendida por um artigo publicado no blog do Fausto Macedo no Estadão intitulado “‘cota-calcinha’, um presente para as incompetentes”(1), assinado por uma Promotora de Justiça integrante do MPDFT. Em alguns grupos das redes sociais, o texto foi extremamente criticado e várias Colegas, inclusive se manifestando como contrárias às “cotas”, criticaram o texto pela comunicação violenta empregada e utilização de termos considerados inadequados para tratar do tema, como por exemplo “perereca”. Confesso que não me ative quanto ao estilo da comunicação e, como sempre, no meu melhor estilo Voltaire, “não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”(2).

Transforma MP e o debate sobre a desigualdade de gênero no Ministério Público

O Conselho Nacional do Ministério Público divulgou, no último dia 21 de junho, o relatório Cenários de Gênero, que mostra a baixa representatividade feminina nos postos superiores de chefia, comando e gestão do MP brasileiro desde a sua criação, em 1988. Situação que revela um cenário semelhante ao observado pelo IBGE em levantamento sobre a porcentagem de mulheres que ocupam cargos gerenciais em todo o País.

Candidatas ao “Miss Peru 2018” protestam contra a violência à mulher

No lugar do tradicional quadro em que apresentam suas medidas (busto, cintura, altura e peso), as 23 modelos que concorriam no “Miss Peru” deste ano fizeram um protesto contra a violência de gênero, revelando os números ligados a feminicídio, abuso sexual e agressão contra meninas e mulheres no país.


Publicado no Huffpost


“Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.”

“Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco. Minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.”

“Meu nome é Melina Machuca, represento Cajamarca. Minhas medidas são: mais de 80% das mulheres da minha cidade são vítimas de violência.”

“Meu nome é Bélgica Guerra e represento Chincha. Minhas medidas são: as 65% das universitárias que são agredidas por seus parceiros.”

Confira o vídeo

 

 

 

 

Associadas apresentam tese sobre desigualdade de gênero no Ministério Público

As associadas do Transforma MP Mônica Louise de Azevedo (MPPR) e Daniela Campos de Abreu Serra (MPMG) vão apresentar, nesta quinta-feira (28), em Belo Horizonte, a tese Diagnóstico e perspectivas da desigualdade de gênero nos espaços de poder do Ministério Público: “santo de casa não faz milagre”?, juntamente com Maria Clara Costa Pinheiro de Azevedo (MPMG), Maria Carolina Silveira Beraldo (MPMG), Hosana Regina Andrade de Freitas (MPMG) e Ana Teresa Silva de Freitas (MPMA).

A apresentação acontece a partir das 10h30, dentro da programação do XXII Congresso Nacional do Ministério Público, realizado de 27 a 29 de setembro na capital mineira.

Realizado pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e pela Associação Mineira do Ministério Público (a AMMP), o evento pretende, segundo a organização, reunir representantes do Ministério Público de todos os estados da federação e promover a discussão de temas relevantes para o aprimoramento da atuação da classe em todo o país, além de proporcionar a troca de experiências e o congraçamento entre os participantes.

Daniela ressalta que a ideia da tese surgiu de uma sugestão da colega do MPMG Maria Clara durante o processo de escolha do procurador Geral de Justiça do MPMG.

“À época da eleição para a Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, a Maria Clara chegou a perguntar aos candidatos e candidata sobre a questão de gênero no MP e ninguém tinha sequer pensado sobre o assunto. Foi então que ela sugeriu que pensássemos em algo para apresentar. Já que o tema deste Congresso é discutir os novos desafios do Ministério Público após quase três décadas da Constituição, é preciso colocar luz sobre a desigualdade de gênero no contexto intrainstitucional”, diz.

Dificuldades para pesquisar 

Um dos problemas para executar a pesquisa, segundo Daniela, foi a falta de dados que pudessem direcionar o estudo, obrigando-as a buscar números ainda não analisados.

“Quando fizemos o levantamento ficamos mais impressionadas por não existirem os números separados por sexo, ocupação feminina nos cargos de poder etc. Fomos pesquisando e vimos que a participação nos cargos de chefia é muito pequena. A primeira questão é que isso se torne visível. Precisamos entender que a questão de gênero interna precisa ser pensada como desafio para o Ministério Público.

Troca de experiências

Na visão de Mônica Louise de Azevedo, a importância do evento está também na troca de experiências entre os membros do MP em todo o Brasil.

“É importante o contato com realidades distintas de intervenção institucional. Apresentar tese é relevante para marcar posição em temas polêmicos, inovadores, expondo para outros colegas ideias diferentes”, acredita Mônica, que ainda vai apresentar, no mesmo dia, a partir das 11h10, outra tese: Acesso à justiça e central de atendimento do Ministério Público.

Leia a tese na íntegra.

Confira o local e a programação completa de palestras e teses do evento.

Ciclo de Debates #MulhereSemPrisao

ITTC apresenta Ciclo de Debates #MulhereSemPrisao

Série de eventos possui o objetivo de conscientizar os atores de justiça e a sociedade civil quanto à invisibilidade de gênero nos processos criminais
O Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC lança o Ciclo de Debates #MulhereSemPrisao, a fim de aprofundar os principais tópicos do relatório homônimo em encontros mensais e temáticos, realizados na livraria Tapera Taperá, no centro de São Paulo.