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Candidatas ao “Miss Peru 2018” protestam contra a violência à mulher

No lugar do tradicional quadro em que apresentam suas medidas (busto, cintura, altura e peso), as 23 modelos que concorriam no “Miss Peru” deste ano fizeram um protesto contra a violência de gênero, revelando os números ligados a feminicídio, abuso sexual e agressão contra meninas e mulheres no país.


Publicado no Huffpost


“Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.”

“Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco. Minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.”

“Meu nome é Melina Machuca, represento Cajamarca. Minhas medidas são: mais de 80% das mulheres da minha cidade são vítimas de violência.”

“Meu nome é Bélgica Guerra e represento Chincha. Minhas medidas são: as 65% das universitárias que são agredidas por seus parceiros.”

Confira o vídeo

 

 

 

 

Do rigor punitivo à educação de gênero: os desafios do enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil

Por Érika Puppim, no GGN.

Sempre que a grande mídia repercute casos abomináveis de estupros, logo surge o discurso populista penal, no qual se clama pelo aumento de pena, prisão perpétua, castração química e até pena de morte, acreditando-se que desta forma seja possível coibir e até impedir novos crimes.

Mas até que ponto o recrudescimento penal, retornando até às penas corporais, seria a tábua de salvação para livrar a sociedade deste mal que acomete mulheres e crianças há tantos séculos?

Em que pese toda essa busca do aumento da resposta penal pelos supostos “defensores das mulheres”, verifica-se que no discurso destes, não há qualquer relevância o índice de elucidação dos crimes, a credibilidade dada à palavra da vítima, a efetiva proteção da mulher e as formas de prevenção destes delitos.

Violência contra a mulher na internet é tema de audiência na Câmara

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher promove, nesta quinta-feira (28), um debate sobre o tema “Mulheres, violências e mídias sociais: como prevenir e combater crimes de ódio contra as mulheres na internet?”. A audiência ocorrerá no plenário 14, a partir das 9h30. O debate será interativo e quem quiser pode participar enviando perguntas e comentários pelo e-Democracia.

Foram convidadas para discutir o assunto a professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Projeto “Escola de App: Enfrentando a Violência online contra meninas”, Janara Sousa; a professora da Universidade Federal do Ceará e autora do Blog Escreva Lola Escreva, Lola Aronovich; a delegada de Polícia Federal Diana Calazans Mann; além da coordenadora de serviço de orientação para meninas e mulheres que sofreram violência na Internet da ONG SaferNet, Juliana Cunha.

“Com a internet, novas modalidades de crimes contra as mulheres são praticadas todos os dias. As redes sociais se tornaram um mecanismo de reprodução de violência e perturbação contra as mulheres, expondo publicamente seus dados e sua intimidade”, alertam as deputadas Ana Perugini (PT-SP), Laura Carneiro (PMDB-RJ) e Erika Kokay (PT-DF), que propuseram a audiência pública.

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