Violência contra a mulher na internet é tema de audiência na Câmara

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher promove, nesta quinta-feira (28), um debate sobre o tema “Mulheres, violências e mídias sociais: como prevenir e combater crimes de ódio contra as mulheres na internet?”. A audiência ocorrerá no plenário 14, a partir das 9h30. O debate será interativo e quem quiser pode participar enviando perguntas e comentários pelo e-Democracia.

Foram convidadas para discutir o assunto a professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Projeto “Escola de App: Enfrentando a Violência online contra meninas”, Janara Sousa; a professora da Universidade Federal do Ceará e autora do Blog Escreva Lola Escreva, Lola Aronovich; a delegada de Polícia Federal Diana Calazans Mann; além da coordenadora de serviço de orientação para meninas e mulheres que sofreram violência na Internet da ONG SaferNet, Juliana Cunha.

“Com a internet, novas modalidades de crimes contra as mulheres são praticadas todos os dias. As redes sociais se tornaram um mecanismo de reprodução de violência e perturbação contra as mulheres, expondo publicamente seus dados e sua intimidade”, alertam as deputadas Ana Perugini (PT-SP), Laura Carneiro (PMDB-RJ) e Erika Kokay (PT-DF), que propuseram a audiência pública.

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Publicado no Agência Câmara Notícias


As deputadas citam que a pesquisa “Da impunidade à injustiça”, da Association for Progressive Communications, apontou que as jovens mulheres entre 18 e 30 anos são as mais vulneráveis, que em 40% dos casos o agressor é conhecido da vítima e 11% das ocorrências acabaram em violência física. “O ponto em comum entre todos os países pesquisados é que em nenhum deles há leis, políticas ou pessoas preparadas para lidarem com esse tipo de crime e protegerem as mulheres”, ressaltou Perugini.

Ana Perugini destaca ainda que dados da Organização das Nações Unidas estimam que 95% de todos os comportamentos agressivos e difamadores na internet tenham mulheres como alvos. “Esses crimes realizados no âmbito da internet têm abrangência negativa que ultrapassa qualquer barreira territorial e seus efeitos devastadores acompanham a vítima para o resto de sua vida”, disse a deputada ao defender a importância deste debate.

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