As eleições brasileiras devem ser decididas pela população, com liberdade, transparência e igualdade de condições. Nenhuma empresa, especialmente uma multinacional estrangeira, pode usar seu poder sobre as plataformas digitais para desequilibrar o debate público e comprometer a democracia.
Reportagens recentes apontam denúncias de que a Meta estaria ampliando o alcance de conteúdos ligados a um dos candidatos, enquanto limita a circulação e a repercussão de publicações relacionadas ao outro. Essas alegações precisam ser apuradas com rigor, transparência e responsabilidade.
As plataformas digitais não podem agir como árbitros políticos, favorecendo determinadas candidaturas e restringindo a visibilidade de outras sem critérios claros e justificativas legítimas. O poder de controlar a circulação de informações não pode se transformar em instrumento de interferência eleitoral.
A soberania brasileira e a democracia precisam ser respeitadas. Nenhuma empresa privada estrangeira está acima do interesse público ou do direito da população de participar de um processo eleitoral livre, plural e transparente.
Interferir nas condições de circulação de informações durante as eleições é colocar em risco a liberdade de escolha dos cidadãos e a própria democracia brasileira.