Nesta quarta-feira (21), o Coletivo Transforma MP participou da V Solenidade de Entrega das Certidões de Óbito Retificadas de pessoas mortas e desaparecidas políticas da ditadura militar brasileira, realizada no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza.
Promovida pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Assembleia Legislativa cearense, a cerimônia representou um importante marco na luta por memória, verdade, justiça e reparação histórica.
Durante a solenidade, foram disponibilizadas as certidões de óbito retificadas de 12 pessoas mortas e desaparecidas políticas no Ceará: Frei Tito de Alencar Lima, Antônio Bem Cardoso, Antônio Teodoro de Castro, Bergson Gurjão Farias, Custódio Saraiva Neto, Jana Moroni Barroso, José Mendes de Sá Roriz, José Montenegro de Lima, José Nobre Parente, Lourenço Camelo de Mesquita, Pedro Jerônimo de Souza e Raimundo Nonato Paz.
A presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Procuradora Regional da República Eugênia Augusta Gonzaga — integrante do Coletivo Transforma MP — participou da cerimônia, reafirmando o compromisso institucional com os direitos humanos, a democracia e a preservação da memória histórica brasileira.
Eugênia Gonzaga destacou o significado simbólico do ato. Segundo ela, a presença das autoridades representa parte dos esforços do Estado brasileiro para promover reparação e reconhecimento histórico. “Nada será capaz de substituir ou trazer de volta esses entes queridos, mas acredito que hoje damos um pequeno passo em direção à justiça”, afirmou.
O Coletivo Transforma MP foi saudado pela presidência da mesa durante o evento. Também representaram o Coletivo os integrantes Élder Ximenes (MPCE), Christiane Nogueira (MPT), Antônia Lima (MPCE), Alessandra Loreto (MPCE) e Giovana Melo (MPCE).
Durante a cerimônia, a conselheira da CEMDP, Vera Paiva entregou uma placa de homenagem à jornalista Juliana Dal Piva devido ao trabalho importante que tem realizado. O evento também contou com a presença do poeta e político Pedro Tierra, referência histórica na defesa da democracia e dos direitos humanos no Brasil.
Mais do que um ato solene e de pesar, a entrega das certidões retificadas simboliza um importante gesto de reconhecimento do Estado brasileiro, reparação às famílias e fortalecimento da memória coletiva sobre os crimes cometidos durante a ditadura.
Para que não se esqueça.
Para que nunca mais aconteça.